Umas Férias - Machado de Assis
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Prólogo
VIERAM DIZER ao mestre-escola que alguém lhe queria falar.
-- Quem é?
-- Diz que meu senhor não o conhece, respondeu o preto.
-- Que entre.
Houve um movimento geral de cabeças na direção da porta do corredor, por onde devia
entrar a pessoa desconhecida. Éramos não sei quantos meninos na escola. Não tardou
que aparecesse uma figura rude, tez queimada, cabelos compridos, sem sinal de pente, a
roupa amarrotada, não me lembra bem a cor nem a fazenda, mas provavelmente era
brim pardo. Todos ficaram esperando o que vinha dizer o homem, eu mais que
ninguém, porque ele era meu tio, roceiro, morador em Guaratiba. Chamava-se tio Zeca.

